PM encontrada morta: laudo revela disparo de arma encostado no lado direito da cabeça

  • 03/03/2026
(Foto: Reprodução)
Sangue encontrado em box pode dar novo rumo à investigação da morte de uma PM em SP O laudo necroscópico da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, também PM, ficou pronto e indica um disparo de arma de fogo encostado no lado direito do crânio. A Polícia Civil de São Paulo quer mais esclarecimentos e não descarta pedir a exumação do corpo, que dependeria de autorização judicial, para que passe por nova perícia. Peritos encontraram marcas de sangue no box do banheiro do apartamento, que fica no Brás, região central. A informação pode ajudar a polícia a esclarecer o caso, registrado inicialmente como suicídio e posteriormente investigado como morte suspeita. Gisele foi encontrada na manhã do dia 18 de fevereiro, dentro do apartamento em que morava com o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto. O casal vivia junto desde 2024. A filha da soldado, de sete anos, morava com eles, mas não estava em casa no momento. PM encontrada morta: laudo revela disparo de arma encostado no lado direito da cabeça Segundo os investigadores, a perícia realizada pelo Instituto de Criminalística identificou, com uso de luminol, vestígios de sangue dentro do box do banheiro, local onde o tenente-coronel afirmou que estava tomando banho no momento do disparo. Já a análise residuográfica deu negativo para as mãos de Gisele e também para as do tenente-coronel. Antes da divulgação dessas informações, os investigadores estiveram na delegacia responsável pelo caso e fizeram novas perguntas aos socorristas e a Geraldo Neto, que estava no apartamento no momento da morte. No boletim de ocorrência, o tenente-coronel afirmou que, antes da morte, pediu a separação à esposa porque o relacionamento não estava funcionando e, em seguida, foi tomar banho. Segundo o relato, cerca de um minuto depois de entrar no chuveiro, ouviu um barulho. Ao abrir a porta, disse ter encontrado Gisele caída no chão, com intenso sangramento na cabeça e segurando uma arma de fogo. Por enquanto, o tenente-coronel não é considerado investigado. Procurada, a defesa dele não se manifestou sobre as acusações até o momento. Gisele Alves Santana era policial militar e deixa uma filha de sete anos. Montagem/g1/Arquivo pessoal Família contesta suicídio Polícia faz reconstituição da morte de PM achada com tiro na cabeça no Centro de SP Familiares contestam a versão de suicídio e afirmam que Gisele vivia um relacionamento conturbado e era vítima de violência psicológica. Ele proibia ela de usar salto, usar roupa, ir à academia só com ele, usar batom. Tanto que os perfumes dela eram guardados no quartel, ela não tinha perfume nem em casa. Ninguém podia olhar para ela, ela tinha que andar de cabeça baixa, ela não podia olhar para o lado. A mãe da policial, Marinalva Vieira Alves Santana, relatou episódios que, segundo ela, demonstravam perseguição. “No serviço dela, ele pediu a bolsa para segurar e ela falou que não dava. Ele puxou, e até o guarda perguntou o que estava acontecendo. Ela disse que não era nada. Na saída, ele estava lá, mesmo sem trabalhar junto com ela. Era 24 horas perseguindo a minha filha. Um dia ela veio de metrô e falou: ‘Mãe, tomei o maior susto, ele já estava atrás de mim’. Era perseguição 24 horas”, disse. Versão do marido A PM Gisele Santana e o marido Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronal da Polícia Militar. Reprodução/TV Globo Em depoimento, o tenente-coronel relatou que o relacionamento do casal era conturbado e que, naquela manhã, havia ido ao quarto da esposa para propor a separação. Segundo o oficial, ele teria sido alvo de boatos de colegas que teriam inventado um suposto relacionamento extraconjugal. O boato, segundo ele, chegou até Gisele e provocou crises de ciúmes. As discussões teriam se tornado frequentes, e o casal passou a dormir em quartos separados. Segundo ele, após uma discussão, entrou no banheiro e, cerca de um minuto depois, ouviu o barulho que inicialmente interpretou como o de uma porta batendo. Ao sair, disse ter encontrado Gisele ferida. O tenente-coronel declarou que mantém uma arma de fogo sobre o armário no quarto onde dorme, que foi usada na morte de Gisele.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/03/03/pm-encontrada-morta-laudo-revela-disparo-de-arma-encostado-no-lado-direito-da-cabeca.ghtml


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